Uma das grandes dúvidas ao escrever um texto é diferenciar o uso das expressões “a fim de” e “afim”. Apesar da grafia semelhante, elas são usadas em contextos diferentes. “A fim de” é uma locução que indica finalidade, “com objetivo de”. Um exemplo claro é a frase: Escreveremos esse texto a fim de esclarecer dúvidas de estudantes de jornalismo.
Já “afim” é um adjetivo que traz a ideia de similaridade, afinidade. Um exemplo, muito usado na área comercial, é: Vendemos brincos, colares, aneis e afins.
Cacoetes de Linguagem
Existem expressões que foram ao longo do tempo incorporadas ao vocabulário da língua portuguesa e são usadas com muita freqüência em nosso cotidiano. No entanto, devemos estar atentos quanto ao uso delas ao escrever um texto. Nos manuais de redação dos grandes jornais há sempre uma lista de expressões a serem evitadas – e sugestões para substituí-las.
É preciso estar atento também ao tipo de texto que se pretende redigir; Enquanto numa noticia certas construções são dispensáveis, num texto mais autoral podem dar leveza ou ironia. A seguir algumas dessas expressões:
Abrir com chave de ouro visivelmente emocionado
Erro gritante rota de colisão
Óbvio ululante caixinha de surpresas
Outro vício de linguagem é o emprego de palavras formais quando o melhor a se fazer é substituí-las por palavras mais simples, de fácil entendimento para o leitor. Mais usadas:
Antiga rota dos europeus para as Índias, Cidade do Cabo vira o maior destino turístico da África
Por Rafael Soares
Litoral da cidade, visto de cima
Se, na segunda metade do século XV, o ponto extremo da África era símbolo de esperança e alívio para os navegantes europeus que rumavam para as Índias, hoje esse mesmo ponto é sinônimo de relaxamento e diversão para turistas do mundo todo. Cheia de histórias para contar e riquíssima no quesito beleza natural, a Cidade do Cabo já entrou há algum tempo no roteiro dos viajantes mais curiosos e ávidos por novidades. No entanto, após os investimentos em infra-estrutura decorrentes da Copa do Mundo de 2014, a cidade se prepara para entrar na rota dos destinos turísticos mais visitados do mundo.
O principal atrativo da cidade, responsável por torná-la o maior destino turístico da África, é sua beleza natural. Por estar localizada no extremo Sul do continente e ser banhada pelos Oceanos Atlântico e Índico, possui um clima mediterrâneo, úmido e ameno, além de uma natureza exuberante, misturando elementos típicos de floresta tropical com espécies litorâneas. Ainda completam o aspecto paradisíaco da paisagem a pitoresca geografia do local, situado entre uma baía (a Table Bay) e uma montanha (a Table Mountain), símbolos do local. Entre as atrações imperdíveis para os amantes da natureza se destacam: a subida de teleférico até o topo da Table Mountain, cujo topo é plano e tem 3 km de extensão, o Cabo da Boa Esperança, com sua vista estonteante e sua fauna selvagem, composta de babuínos e avestruzes entre outros animais, e Praia de Boulders, que em setembro, recebe a visita de pinguins, para deleite dos visitantes.
Outro ponto que vem trazendo cada vez mais famílias para a cidade é a busca por conforto e tranqüilidade. Por conta do aumento substancial no número de turistas nos últimos 20 anos, houve uma nítida melhora na infra-estrutura do local, o que inclui malha de transportes, segurança e, principalmente, opções de hospedagem e atrações turísticas. Atualmente, há hospedagens para todos os gostos e preços. No entanto, o que chama a atenção é a grande quantidade de hotéis de luxo, que primam pelo requinte, oferecendo belas vistas e grandes aposentos em suas charmosas construções em estilo colonial, como é o caso do Bela Tramonto e do Mountain Manor. Fazem parte também do “circuito do charme” da região locais como o elegante bairro de Bo Kaap, com suas casas coloridas e mesquitas compondo um verdadeiro cenário de filme, e o Victoria & Alfred Waterfront, espaço reservado ao entretenimento, repleto de lojas e restaurantes especializados em culinária local, com destaque para a carne de avestruz, uma das mais consumidas do país.
Casario do bairro de Bo Kaap
No entanto, o lazer não é o único objetivo dos turistas que visitam essa bela cidade no extremo sul do continente africano. Esse lugar também é rico por sua cultura, economia e importância política e histórica. Localizada na Costa da Baía da Mesa, a Cidade do Cabo, segunda maior da África do Sul, somente atrás de Johanesburgo, é a capital legislativa da África do Sul. Devido à forte presença de holandeses no local, a cidade se desenvolveu rapidamente a partir do século XVII, quando o primeiro assentamento holandês de estabeleceu na região. Logo se tornou pólo econômico e cultural do país, só perdendo o posto para Johanesburgo após a descoberta de ouro na região onde atualmente se encontra a capital do país. Atualmente, abriga o Parlamento Nacional e muitos escritórios do governo.
A importância política e histórica do local não termina por aí. Foi em seus arredores, mais especificamente na Robben Island, ilha localizada perto da costa da cidade, que importantes presos políticos do Apartheid, como Nelson Mandela e Walter Sisulu, foram mantidos durante o regime. Esse período também deixou outras marcas na cidade, que passaram a ser, ao mesmo tempo, monumentos turísticos e lembranças de um tempo que o povo sul-africano prefere esquecer, como a antiga Assembleia do regime do Apartheid, aberta à visitação todos os dias da semana.
Como chegar?
De avião: A TAM tem vôos diários com duas escalas, em São Paulo e em Johanesburgo. Os preços variam a partir de R$2000. O Aeroporto Internacional fica a 22 quilômetros do centro da Cidade do Cabo. O traslado de táxi demora em média 25 minutos.
Onde ficar?
Montain Manor: Localizada ao pé da Table Mountain, esse hotel é um dos mais procurados por turistas na Cidade do Cabo. Cada uma de suas três restauradas construções, datadas de 1852, oferece um tipo de acomodação, para todos os preços e gostos. 17 Breda Street. Tel: (+27) 21 461 7200. www.mountainmanor.co.za.
Bela Tramonto: De frente para o Oceano Atlântico, esse luxuoso hotel oferece espaçosos aposentos para turistas requintados. Todos os quartos possuem minibar, televisões com conversor digital e vista para o mar. 13 Venus Circle. Tel: (+27) 21 555 1302. www.bellatramonto.com/main.html.
Onde comer?
The Showroom: Capitaneada pelo renomado chef Bruce Robertson, esse exótico restaurante (começando pela sua localização, ao lado de uma loja de carros de luxo) é um dos mais badalados da cidade. Seu menu balanceia delícias da culinária local (com destaque para os frutos do mar) com inovações culinárias que dão ao restaurante a cara de seu talentoso chef. 10 Hospital Street, Harbour Edge, Green Point +27 (0)21 421 4682 www.theshowroomrestaurant.co.za
Five Flies: Restaurante, lounge e, ao mesmo tempo, bar. É difícil definir o Five Flies. De almoços executivos a pequenos antipastos com cerveja, esse restaurante no centro comercial da cidade atende a todos os gostos. 14-16 Keerom Street. Tel: (+27) 021 424 4442. www.fiveflies.co.za.
Table Mountain Cafe: Ambiente arejado, comida típica sul-africana barata. Perfeito para aqueles que querem uma bela barganha. Tafelberg Road.
Onde ir?
Pinguins na Praia de Boulders
Bo Kaap: O bairro muçulmano da cidade, com suas construções coloridas e mesquitas, é um dos locais mais visitados por turistas. Antigamente conhecido como “Bairro Malaio”, o bairro tem uma grande colônia de muçulmanos descendentes de escravos de Java e da Malásia. Atualmente, entrou no roteiro turístico da cidade como um local charmoso e aprazível.
Robben Island: Localizada perto da costa da cidade, essa ilha se tornou patrimônio mundial da humanidade após o fim do apartheid na África do Sul. Abrigou, dentro dos muros de sua prisão, prisioneiros políticos do regime, como Nelson Mandela e, mais tarde, Walter Sisulu. Está aberta todos os dias das semanas e os bilhetes podem ser adquiridos também pela internet.
Praia de Boulders: Famosa por abrigar pinguins em seu habitat natural. Setembro, mês em que as aves botam seus ovos, é o mês perfeito para conferir esse verdadeiro show da natureza.
Quando ir? A alta temporada vai de janeiro a março, quando os dias são ensolarados e quentes. No inverno, as temperaturas variam muito da noite para o dia.
O que levar: Como as temperaturas podem variar muito na cidade do Cabo, é necessário estar preparado, principalmente no inverno, quando, em um mesmo dia, a temperatura pode variar de 25 a 5ºC. Por isso, os visitantes devem ir preparados, levando roupas mais quentes, para dias mais frios, e também roupas leves, para caminhadas e passeios.
Schweinfurt, no norte da Baviera, mostra que a Alemanha também tem comida, diversão e arte
Por Rafael Soares
Imagine-se num ambiente que remeta aos feudos da Idade Média nos meses de inverno, cercado por imponentes construções antigas cobertas por neve. Agora, imagine que nesse mesmo local, um gostoso aroma de comida sendo preparada na hora invada os narizes dos transeuntes que passam. Por último, imagine o som de dois violinos tocando uma valsa, para compor a trilha sonora dessa cena. Apesar de parecer o cenário perfeito para algumas superproduções cinematográficas, esse local existe. Trata-se da Marktplatz, praça central de Schweinfurt, pequena cidade ao norte da Baviera, que, nos últimos anos, por ter virado um borbulhante caldeirão cultural, tem atraído estudantes, estudiosos e curiosos do mundo inteiro.
O brasão da cidade
A rica história da cidade já depõe a favor de, pelo menos, uma visita. Originalmente um burgo, Schweinfurt participou ativamente de grande parte da história alemã desde 791, quando foi fundada. No século XIII, o então burgo foi elevado à cidade real e ganhou muros, portões e sua primeira igreja, a de São João. Em 1542, a cidade fez parte da Reforma de Martinho Lutero e, no século XVII, foi destruída durante a Guerra dos 30 anos, conflito político-religioso que envolveu grande parte da Europa. Reconstruída graças a esforços da própria população, Schweinfurt cresceu bastante até o século XX, desenvolvendo sua economia e indústria. Tanto que, durante a Segunda Guerra Mundial, foi novamente vítima de bombardeios. Completamente reconstruída pós o fim da guerra, a cidade passou a abrigar uma base militar americana, existente até os dias atuais.
A partir dos anos 90, a prefeitura da cidade passou a realizar um programa de estímulo aos setores de cultura e educação. Atualmente, a cidade abriga a maior instituição de ensino médio da Baviera, o Alexander Von Humboldt Gymnasium, e possui o maior museu especializado em arte alemã do século XIX do país, o Georg Schäfer Museum. Esses investimentos acabaram por gerar o atual boom turístico do local, estimulado, principalmente, por jovens em intercâmbios escolares. Só o Alexander Von Humboldt Gymnasium tem programas de intercâmbio com doze países diferentes, entre eles o Brasil. Bruno Soares, de 17 anos, esteve na cidade em 2007, num intercâmbio entre a instituição alemã e seu colégio, o Cruzeiro, escola alemã do Rio de Janeiro. Em entrevista, ele ressaltou a importância cultural da cidade:
– Schweinfurt é um local lindo. Mas não podemos esquecer de sua importância cultural e histórica. Lá podemos encontrar um pedaço da história da Alemanha e da Europa. Parada obrigatória para qualquer apreciador de arte e arquitetura – contou o estudante.
A prefeitura da cidade
No entanto, essas não são as únicas atrações do local que, além de ser perfeito para estudiosos e apreciadores de arte, pode ser o destino ideal para famílias em busca de diversão e relaxamento. No inverno, em temporadas de neve, há vários programas imperdíveis para brasileiros que querem fugir um pouco do calor do verão. A prática de ski e snowboard é um desses, afinal, por se localizar numa região montanhosa, a região apresenta diversos pontos ideais para a prática desses esportes. A cidade também apresenta uma infra-estrutura interessante para aqueles que desejam se aventurar pela primeira vez: diversas escolas de ski abrem cursos de férias exclusivamente para turistas. Os cursos duram uma semana, custam cerca de R$120 e todo o material necessário é fornecido pela escola. No verão, época da alta temporada alemã, as atrações mais procuradas são as visitas a Kreuzberg, ponto mais alto da região, de onde se pode ver a cidade inteira, e os banhos nas piscinas térmicas da Silvana, um grande complexo de piscinas aquecidas.
Para a visita se tornar completa, um ponto fundamental não pode ser deixado em segundo plano: a culinária local. Misturando elementos da gastronomia bávara com a tradição franconiana (região geográfica e histórica alemã, localizada ao norte da Baviera), e alguns toques da imigração árabe e italiana, muito presentes na região, a culinária de Schweinfurt se notabilizou como uma das mais ecléticas de toda a Alemanha. Das deliciosas Bratwursts, salsichas fritas acompanhadas de fritas ou salada de batas, vendidas em qualquer canto da cidade por preços muito baratos, aos extravagantes Döner Kebab, prato turco feito de pão e carne de carneiro que virou sucesso na Alemanha, passando pelas massas e pizzas vendidas pelos diversos restaurantes italianos da cidade, tudo é muito bem feito e farto. A comida, aliás, é assunto sério para o povo alemão, que mantém suas tradições gastronômicas com orgulho. Ganso, por exemplo, só é comido em um dia do ano – o primeiro –, enquanto as Weisswursts, salsichas brancas, só podem ser apreciadas no verão. Tradições à parte, é terminantemente obrigatória, ao menos uma vez durante a visita, a ida a um Biergarten. Esses são grandes espaços abertos, geralmente lotados nos fins de semana, onde são servidas comidas típicas, sem falar em todas as diferentes variações das já muito conhecidas e comentadas cervejas alemãs. Afinal, apesar de a Alemanha não se resumir apenas à cerveja, ir à Alemanha e não tomar cerveja é uma afronta ao patriotismo de qualquer alemão. O melhor é não questionar.
Como chegar?
De avião: TAM, TAP e Lufthansa têm vôos diretos para Frankfurt, com tarifas de ida e volta a partir de R$2.300,00. De Frankfurt, o modo mais prático de chegar à Schweinfurt é de trem: a viagem dura 1 hora e meia e custa cerca de R$100. Tarifas pesquisadas para setembro.
Onde ficar?
Mercure Hotel: A cerca de 15 minutos do centro, esse hotel 4 estrelas localizado numa ilha, é perfeito para quem deseja mais conforto e requinte. A decoração em estilo contemporâneo, um bistrô e 113 quartos espaçosos, a maioria com internet wi-fi, são as principais atrações. A diária fica por R$142 para o casal. Maininsel 10-12. Tel: (+49)972173060.
Panorama Hotel: No centro da cidade, em frente à principal estação de ônibus da cidade, Rossmarkt. Esse pequeno hotel conserva a típica decoração alemã e conta com confortáveis aposentos, além da sua ótima localização e de seu preço, mais barato que a média: R$110, por casal. Am Oberen Marienbach 1. Tel: (++49)097212040. http://www.panohotel-sw.de.
O que comer?
Naturfreunde Haus Biergarten: Geralmente lotado nos fins de semana, esse é um dos mais famosos Biergartens da cidade. As salsichas e os lombinhos vendidos a €7, acompanhados da tradicional ceveja de trigo alemã são obrigatórios. Friedrich-Ebert-Str. 1. Tel: (++49)0972123298.
Zur Schwarzwaldstube: Situado em meio à Floresta Negra, esse agradável restaurante serve pratos típicos da culinária franconiana, por preços entre €10 e €25. Georg-Schafer-Str. 17. Tel: (++49) 9721941915.
Aposto: Ambiente requintado e maravilhosa comida italiana são as principais características do restaurante do chef mais renomado da cidade. Markt 1 / im Ratskeller. (++49) 09721 1880858. www.casa-aposto.de.
Quando ir? A alta temporada alemã vai de junho a agosto, época das férias de verão no país. No entanto, para curtir o inverno e a neve, o período ideal vai de dezembro a fevereiro.
Marktplatz - A praça central da cidade
O que fazer?
Kreuzberg: O ponto turístico mais visitado da região é um mirante, de onde é possível avistar toda a cidade. As esculturas dos 12 passos da paixão também merecem atenção especial no caminho até o ponto mais alto.
Georg Schäfer Museum: o museu com maior acervo de pintores alemães do século XIX está aberto de quinta a domingo. O ingresso custa €6. Brückenstraße 20.
Marktplatz: A praça central da cidade ainda conserva a decoração dos tempos feudais. A prefeitura, construída no século XII, está aberta à visitação.
Estações de ski: As diversas escolas de ski da cidade oferecem cursos de ski para turistas. A partir de €100, com direito a todo o material a ser utilizado por uma semana.
O que levar? No inverno, roupas pesadas para aguentar o frio, que chega a -10 °C. Além disso, calçados apropriados para andar na neve. No verão, roupas leves para caminhadas.
Câmbio: €1 corresponde a R$2,30, de acordo com dados checados até agosto.